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R. Augusta: a sétima Chave capítulo 4

A Dama de Vermelho 

Era um dia de calor extremo quando ouço a campainha tocar. Logo fui ver quem era. Albert e outros rapazes, que são os patrocinadores que ajudam na casa financeiramente, estavam aguardando para entrar. Elizabeth, minha chefe, apareceu ao meu lado e assumiu a conversa.

— Vamos para o meu escritório temos um assunto para tratar. — Elizabeth me olha, e me pede para auxiliar na montagem do palco para os shows da noite. 
— Débora, estarei em uma reunião importante. Não quero ser incomodada.
— Ok chefe.

A campainha toca novamente e fui atender.
— Olá? Posso ajudar? — o homem que está em minha frente, parece nervoso. Ele não parece saber onde está exatamente.
—Gusman meu nome é Gusman. Carlos me indicou esse lugar para conhecer. Ele trabalha aqui. — disse Gusman com a voz calma e baixa.
— Certo, só um minuto por favor Gusman.

Vou em direção ao bar, encontro Carlos o barman, organizando as bebidas por quantidade.
—Carlos? Um homem chamado Gusman, está aqui, falando que te conhece e que você indicou esse lugar para ele. 
— Gusman, sim eu o conheço. Pode deixar ele entrar. — estava me direcionando até a porta para deixá-lo entrar, até que Carlos me chama novamente. Vou ao seu encontro.
— Débora espere! Tenho uma ideia melhor ainda: eu mesmo vou atender ele, pode deixar comigo. 
— Gusman, falei com Carlos e ele confirmou o que você disse. Daqui a pouco, ele virá aqui te atender. E antes que me esqueça, como é a primeira vez que você vem aqui, eu vou te dar um cartão para entrar. Quando vier aqui numa próxima vez, apenas me mostre o cartão e eu o deixarei entrar. — Gusman analisava o cartão dourado com um emblema de uma coroa em seu centro. 
— Tudo bem. Muito obrigado. — Carlos aparece ao meu lado e logo atende seu amigo.
— Não achei que viesse realmente! Entre Gusman, seja bem-vindo! Vamos, vou te apresentar o lugar.
— Logo à frente, você vai ver um palco onde acontecem os shows. Do lado esquerdo você encontrará um bar, e subindo as escadas ficam os quartos e banheiros. —Gusman analisa o ambiente e parece surpreso com o charme do lugar. Carlos faz um convite.
—Vamos tomar um drink e conversar um pouco.
Os dois amigos vão de encontro ao bar. Os clientes começam a entrar e a se acomodar em cadeiras com assentos aveludados, aguardando o início do show mais esperado da noite: A dama de vermelho.
— E aí Carlos como vai a vida rapaz? Quando me fez o convite, não imaginava que encontraria algo como esse lugar. Por mais confortável que seja, ainda é surpreendente. 
— Aqui é meu segundo emprego. O dinheiro não estava dando para pagar as contas, entende? Conheci uma mulher uma vez que me recomendou esse lugar. Disse que estava contratando e cá estou eu hoje. Cara, acho que encontrei minha paixão: fazer drinks coloridos para pessoas que não sabem o que estão tomando de fato.
— É, o trabalho dos sonhos. — diz Gusman em tom irônico. Os dois amigos continuam a conversar e gargalhar.

O ambiente muda de reprende. Uma luz vermelha ilumina o palco. Uma música lenta começa a tocar. Ela chegou 
A dama de vermelho.
Todos aplaudem a atração da noite. A mulher aparece lentamente no palco. Letícia se move lentamente de acordo com a música. A mulher que usava um vestido curto com uma estampa de serpente, começa a cantar. Sua voz rouca e baixa, chama a atenção de Carlos.
Seu olhar é certeiro, malicioso.
A dama encara Gusman e Carlos, mas seus olhos estão fixos nos de Carlos.
Ela estava cantando e dançando olhando para olhos negros do barman. 
Seu cabelo negro, caía por seu rosto e um sorriso diabólico, surgia em sua face avermelhada.
Ela era a própria tentação.
Seu olhar, era como de uma cobra, mirando sua presa.
Prestes a dar o seu bote fatal.

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