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As descobertas das doçuras e amarguras da vida (Casinha na árvore e as estrelas)

  Naquela noite em especial parecia que os problemas não existiam, que o mundo tinha parado ali, que o relógio já não contava mais segundos, minutos e o tempo é como se fosse mágico eu ali sentado naquela casinha da árvore no canto recostado sobre a parede olhando o céu, admirando as estrelas e Mag deitada no meu ombro, aquilo era tudo muito intrigante pra mim, pois eu nunca tinha ficado tanto tempo assim com uma garota e com a hipótese dela sentir algo por mim, deixava-me mais irradiante. Então Mag desperta, lentamente abre os olhos e fico olhando ela despertando e aos poucos se situando, e de pronto ela pergunta-me: “Pedro por que você deixou eu dormir? Fiquei muito tempo dormindo?”. 
 - Não! Eu acredito Mag, que você dormiu tempo o suficiente pra que eu te observasse e chegasse a conclusão de que eu sou um cara de muita sorte Mag, pois hoje eu pude admirar as estrelas e, ao mesmo tempo você deitada no meu ombro me fazendo ter uma noite muito agradável. 
 “Pedro eu gostaria que essa noite fosse muito especial, pelo visto eu conseguir acabar com todo o encanto do que você preparou pra essa noite”.
 - Calma, Mag não se preocupe, a noite está muito agradável de verdade, olha eu não sabia qual era a sensação de amar alguém, até que você veio e despertou esse sentimento em mim, e, nanaa, nanaa. 
  Mag viu o meu nervosismo e então disse-me: “Calma Pedro, apenas respire e fale o que quer falar”. Então tomei coragem e disse “Mag não importa se você vai deitar e dormir ao meu lado, ou se vamos sair por aí de mãos dadas, ou se vamos rir de piadas sem graça, quero você ao meu lado sempre”.
  Mag olhou-me com um ar de surpresa, e ficou vermelha na hora, eu pude notar os seus batimentos acelerados e que nesse exato momento não lhe coube atitude nenhuma a não ser ficar sem reação e de longe qualquer um que me conhecesse verdadeiramente poderia notar o meu desespero. Mag se levantou andou de um lado para o outro, como se isso fosse uma situação de vida ou morte desesperada, e quando ela se aproximou e quase deu de costa novamente para andar para o outro lado da casinha segurei sua mão e disse-lhe: "Mag fique calma, o que eu sinto por você não muda se não sentir o mesmo por mim, eu vou compreender se não sentir afeto por mim da mesma forma.
  Mag respirou fundo (Inspirou e expirou) e então ela olha nos meus olhos e diz-me: “Pedro você sabe o quanto eu esperei por esse momento? Eu acredito que não, não é? sempre senti algo por você, mas você nunca reparou, depois que mudei de escola pensei que nunca mais iria reencontrar você, pois, a distância não permitiria isso, mas olha eu aqui de novo, e no momento que você esbarrou em mim, meio desnorteado, ali naquele momento, eu tive a certeza que essa era uma segunda chance, a oportunidade de fazer isso acontecer, de olhar você  nos olhos e falar o quanto eu te amo e o quanto quis viver esse momento e ouvir essas palavras”. 
  E agora o ar de surpresa ficou estampado na minha cara, fiquei surpreso, nunca imaginei que Mag me amava, olhei para o lado e vi uma fita que estava amarrada no batente da casinha da árvore, retirei a fita ajoelhei-me, olhei para Mag e perguntei: “Mag você aceita namorar comigo?”. Mag permaneceu com os olhos fincados em mim e com lágrimas nos olhos, muito emocionada disse-me sim, então eu amarrei a fita no seu dedo e a beijei, nós sentamos e começamos a admirar as estrelas, juntos, tiramos algumas fotos e ficamos ali por algumas horas.

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