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A Menina que Descobriu o Medo Capitulo 12

Um sonho quase que perfeito: 

O dia estava ensolarado, e em um belo jardim vejo minha mãe correndo toda alegre na minha direção; porém do outro lado ouço uma voz grossa de um homem que usava um gorro preto. E eu não acreditava que aquele rapaz era o Orsano. Tento dar sinal para ela ir embora daquele lugar, mas já era tarde demais.

- Alexia, dessa vez você não me escapa - disse furioso.
Ele se aproxima de mim, mesmo tentando me afastar. Vou até a minha mãe, e ela diz:

- Ah! Minha filha não fique com medo. É o Orsano, não se lembra dele? Vou deixar-nos a sós.

- Mãe, não me deixes, por favor!
Choro desesperadamente, e grito pedindo ajuda, mas ninguém aparece.
- Minha querida Alexia, agora sim você vai ser minha - diz Orsano em um tom irônico.

- Não! Por favor...
Acordo com os meus próprios gritos, e minha mãe entra no meu quarto desesperada.

- Filha, o que aconteceu?

- Nada mãe. Só tive um sonho ruim, acho que exagerei um pouco.
Ela vem até mim, e me abraça.

- Fique tranquila, pois não vou deixar ninguém te fazer nenhum mal.

- Te amo minha rainha. Porém tenho que conversar com a senhora, e depois passar no trabalho.

- Alexia, o que está acontecendo?

- Vamos ter que ir embora desse lugar.

- Do nada? Como assim?!

- Surgiu uma proposta de emprego lá no México. E como eu sei que a vó mora lá seria perfeito, ficaríamos mais perto dela, cuidando de sua saúde. Não acha incrível?

- Sim! Mas não sei falar a língua de lá, gostei tanto daqui. E você poderia ir, que eu ficarei bem.

- Mas de jeito nenhum. Aonde eu for a senhora vai comigo. Não te deixarei sozinha aqui neste lugar, e aliás terá a companhia da nossa família que reside no México. A Tia Catharine mora na mesma rua que a vó.
E decididamente, disse:

- Irei comprar as passagens pela internet quando eu voltar do trabalho.

- Mas Alexia...

- Sem mais nem menos, senhora Maria.

- Vou me arrumar para ir resolver as minhas pendências, e quando eu retornar conversamos mais.

Vejo o que tem no meu guarda-roupa. Pego uma calça social e uma blusa rosa. Como não gosto muito de usar salto, opto pela sapatilha preta cheia de brilho em volta. Falta uma bolsa de couro, e aproveito para pegar um blazer preto. Essa cor é a minha preferida, e combina com tudo. Termino passando minha maquiagem de um tom leve, e por fim pego as chaves do carro.

- Tchau, mãe! - percebi que ela não me respondeu, e chamei-a - mãe?!
Deve estar ocupada.
Enquanto isso, Maria fica preocupada, e pensativa:

" Preciso tirar essa ideia da mente da minha filha urgentemente, ela nem imagina que tenho vários inimigos em nossa família."
O celular dela toca. De repente, uma chamada desconhecida, e curiosamente o atende.

- Olá! Bom dia! Quem é?

- Olá, minha futura sogra, sentiu saudades? - Alexandre a questionou.
Ela tenta se lembrar dessa voz, mas sem sucesso, respondeu:

- Desculpe! Mas minha filha não tem namorado.

- Então, deixe refrescar a sua memória. Lembra daquele sequestro que você e aquele babaca do Orsano planejaram? Parece que deu errado, e agora eu estou completamente livre.

- Olha seu... - Maria prosseguiu - Se o senhor acha que vai ficar por isso, está muito enganado. E pare de me incomodar, e a minha filha também, senão verá do que eu sou capaz.

- Hum, não sei! - exclamou Alexandre - Mas a senhora não quer que a sua queridinha vá embora, e posso impedir isso.
- Não preciso da sua ajuda - ela disse - Obrigada, e adeus!

- Bom, vejo que brevemente alguém será presa. Coitada da Alexia, além de não ter mais o pai, vai te ver indo para a cadeia, por ter cometido um sequestro. Senão, vai pagar com a mesma moeda.

- O que farei? - perguntou Maria.

 - Gostei! Agora sim podemos nos ajudar. Irei te mandar as coordenadas. E lembre-se, eu vejo tudo mesmo estando de longe. Qualquer movimento em falso, já sabe aonde você vai parar.
Portanto, Alexandre fala para si mesmo:
- Agora eu estou encostado numa árvore de frente a casa da Alexia. Então, muito cuidado, porque aonde vocês estiverem, eu também estarei.

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