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A moça da sapatilha preta (4° Capítulo)

     Naquele dia eu fiquei desesperado não sabia como reagir a toda aquela situação, já não bastava aquela conversa nada agradável com Elisabeth, ainda existia a possibilidade de Anna aparecer na minha porta e pra piorar ela estava acidentada dependendo do meu auxilio dos meus cuidados o que me deixa ainda mais frustrado com toda essa situação, fui abandonado, largado e agora vou ter que cuidar da mulher que me abandonou, cómico não. E a campainha tocou, parecia que a quem estava apertando a campainha deixou a mão de descanso sobre o painel da campainha, então eu caminho até a porta e quando olho pelo olho mágico, lá estava um homem bem-apresentado, vestido com traje social e com algumas malas, eu abro a porta e lhe pergunto “Pois não em que posso-lhe ajudar Senhor?’’.
— Bryan?
— Sim, sou eu mesmo. 
— Essas são as malas da Sra. Anna, ela me pediu que deixasse aqui nesse endereço!
     De maneira bem sutil eu me vi pensado o que fazer cogitei a possibilidade de mandar que ele levasse de volta as malas, e a informasse que ela não era bem-vinda aqui, então fui interrompido em meio.” Sr. Bryan então o que eu faço com essas malas?’’ desculpe-me estou pensado aonde posso colocar as malas de Anna! Entre, sinta-se a vontade, qual o seu nome mesmo?” Eu chamo-me Roland senhor.’’ Prazer Roland, como você já sabe, me chamo Bryan, aceita um suco?‘’ Não Sr. obrigado’’. Então virei-me e vi-me em cima da janela, quando olho lá estava Anna sentada numa cadeira de rodas.
    Roland sente-se, deixe as malas, ai, vou buscar Anna. Elisabeth? Elisabeth? Ela já não estava mais, não sei por qual motivo, mas ela havia desaparecido misteriosamente, então fui em direção a Anna. Olha depois de abandonar-me e sumir sem nem ao menos explicar o por que foi embora, ela resolve aparece “ferrada e de cadeira de rodas.'’ A pra deixar bem claro, a sua mãe já esteve aqui e sim ela já me disse que não vai cuidar de você, então sobrou pra mim, com certeza sobrou pra mim. Mas não vamos ficar nisso, nem com ressentimentos, como isso aconteceu? Foi o peso na consciência que caiu sobre você e você torceu o joelho?
—Bryan por favor, não estou aqui pra isso, em primeiro lugar, obrigado por auxiliar-me nesse momento tão difícil, e sim, gostaria de desculpar-me por tudo o que aconteceu.
— Você acha que desculpa é o suficiente pra que isso se resolva?
    Anna desculpe-me,  mas sim eu fiquei frustrado, decepcionado e também abandonado. Você sabe como eu me senti quando vi aquele guardar roupa vazio? Quando eu acordava e lá estava a sua sapatilha debaixo daquela escrivaninha? Então não venha com apenas me desculpe como isso fosse apagar o fato de você ter desaparecido misteriosamente sem nem ao menos falar não te amo mais Bryan, por que talvez se você me falasse que não me amava mais, não teria doido tanto como acordar e não você ao meu lado e não saber o que aconteceu.
 —Bryan, com toda certeza, não foi assim como você esta citando, você não lembra? Vai deixar como se eu fosse a errada em toda essa situação! Como Platão citava "Uma vida não questionada, não merece ser vivida.'' Eu apenas me questionei sobre o vazio que havia em meu peito, também e fui realizar o meu sonho, infelizmente foi interrompido por essa contusão e agora estou, pronta e aberta pra resolver o que ficou pendente.
 

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