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A moça da sapatilha preta (2° Capítulo)

Querido Bryan Scott
   Eu também peguei-me pensativa hoje, após aquele telefonema, que você me lembrou de como eu estava angustiada aquele dia!
  Sentada agoniada naquela mesa, tomando um café, que parecia mais uma eternidade e naquela mesma manhã recebi a ligação com a notícia que não fui aprovada na escola de ballet, que eu tanto sonhava em fazer parte, e ali em meus olhos nitidamente notava-se a frustração da minha alma. Naquela manhã parecia que o meu sonho não iria torna-se realidade. Então levantei-me e sai em direção ao caixa e reparei que você me fitava com os olhos brilhantes e encantado, paguei o meu café, percebi alguns passos ligeiros na minha direção, quando me virei era você.

- Olá, me chamo Bryan, tudo bem?
- Prazer, Bryan, chamo-me Anna, estou bem, obrigado. Em que posso-lhe ajudar?
- Então não pude deixar de te observar na lanchonete, e fiquei por alguns minutos te admirando, gostaria de conhecer-lhe melhor!
- Ual Bryan, assim sem mais nem menos.
- Me desculpa se te incomodei, mas amanhã às 18:00 horas aqui na lanchonete?
- Tudo bem, Bryan pode ser! Espero não me arrepender.
  Então no dia seguinte lá estávamos nós, sentados, batendo um papo que foi até interessante, nunca antes  havia-me sentido tão a vontade assim com um desconhecido, então lembro que tomamos algumas cervejas e chegou o momento de ir embora, mas estava tão bom a companhia e a conversa então fomos pra sua casa, e pra a minha surpresa passei messes assim, visitando a sua casa entre dias de semana e finais de semana, então logo apaixonei-me, mas saiba que não poderia-me entregar por completo a essa paixão, pois eu sempre tive um sonho e sabia que esse sonho uma outra iria nos afastar.
  Espero que você não me entenda mal e que me compreenda, sabe quando você coloca o seu sonho e o seu amor na balança? Então, nesse exato momento em que eu te escrevo sinto-me assim desamparada pelo calor dos seus braços, porém aquecida em cada passo, em cada nova coreografia, que faz o meu corpo estremecer pela paixão que tenho pelo ballet, não sei explicar essa sensação que me corrói o peito, mas posso-lhe assegurar que todos os dias sinto a sua falta, em cada esquina sinto o seu cheiro, em cada abraço procuro o afago e o abrigo que apenas o seu abraço ofertava-me.
    Com amor da sua eterna admiradora e amada Anna Spielberg.

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