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A moça da sapatilha preta (13° Capítulo)

   Quando recebi aquela carta não tive dúvidas do amor que eu sentia por Peter e agora esse amor preenchia-me com fraternidade, esvaia-me como se os melhores sentimentos pudessem fluir sobre o meu ser, porém, o orgulho ainda tomava conta do meu ser. Nesse (altura) do campeonato meu pai suplicando a minha atenção, com o pouco tempo de vida que lhe restará, vida essa que eu pude acompanhar de perto, sem ao menos saber que ele era meu pai. Sempre questionei a minha mãe sobre o paradeiro do meu pai e a todo momento esteve ali ao meu lado, eu senti-me egoísta, por não acompanhar os seus dias de dores e angústias, a única certeza que eu tinha era que eu estava distante, afastada a semanas do meu pai.

  Enquanto Brayan, aproveitou cada segundo, não perdeu a oportunidade de conhecer Peter, sim Peter. Por que Brayan teve a oportunidade de conhecê-lo profundamente na sua essência, pois o seu momento de ‘’fragilidade” o tornou um homem mais forte, que lutou enquanto teve forças. Cada visita de Brayan era uma história diferente, os jogos de tabuleiro, as cartas e as trapaças de Peter que nunca mudavam, sempre querendo tirar proveitos nos jogos e Brayan se encantou,  eu permaneci ignorando o fato do meu pai estar doente e devido o meu orgulho eu o abandonei.

   Acabou que se passaram alguns dias e era fim de tarde, o sol começará a se pôr, e eu estava no estúdio preparando o repertório da próxima aula, vou até o armário e deparo-me com a carta que Peter havia-me escrito, retornei a ler aquela carta e um sentimento de medo, insegurança e impotência invadiram-me de uma forma bruta que não conseguir elaborar nada pro dia seguinte. Então comecei a refletir sobre a esperança, o amor e a fé, sim a esperança e a fé, pois eu acreditava que em algum momento Peter voltaria para casa, o amor, porque o amor ultrapassa o nosso entendimento e as nossas frustrações.

   Larguei todos os meus compromissos do dia e então decidir que era o momento de ir até o hospital e ter uma conversar franca com Peter, colocar os pingos nos is. No caminho decidir parar numa casa de doces e comprar alguns bombons para adoçar a vida de Peter, chegando no hospital parece que a minha vida mudava de cor, deixava de ser colorida e escurecia em um  tom de luto, assim que me deparei com o corredor do quarto de Peter, notei de longe um alvoroço, uma correria de lá pra cá, alguns profissionais correndo e avistei minha mãe debruçada sobre o leito de Peter em Prantos.

  As minhas pernas ficaram trêmulas, faltou-me força e palavras naquele instante, pois Peter acabava de ser reanimado, ele guardou o seu último suspiro de vida, para apenas segurar nas minhas mãos e dizer-me. — Querida Anna, eu te amo e sempre vou amar-te, você trouxe-me tantas alegrias, que não poderia ser mais grato a esse momento que nos uniu novamente e hoje posso descansar em paz por que tenho a oportunidade de pedir o teu perdão. Então o abracei, ficamos por alguns segundos abraçados e por um momento sentir uma das suas mãos escorregar descendo sobre meu braço direito e tive a certeza que ali foi a deus.

 

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